O Pecado da Ira

De todos os pecados, a ira sempre foi o meu espinho na carne.

Quem olha de fora, não imagina o pujante esforço que faço diariamente para manter a polidez, porém os mais próximos infelizmente já presenciaram o quanto sou naturalmente rígida e explosiva. Desde que voltei a me aproximar de Deus, tive o engano de pensar que uma vez confessados os pecados com toda a sinceridade e arrependimento do meu coração, nunca mais tornaria a cometê-los. Mas tenho observado que a ira é como um mar bravo na obra do pintor inglês John Constabele, e acalmar as suas ondas é uma missão árdua, constante e que provavelmente se estenderá por toda a vida. 

Nesse exercício diário, Deus tem me mostrado que a verdadeira força manifesta-se no autodomínio, e que a ira quando bem direcionada pode até mesmo ser proveitosa. Para isso, precisamos fortalecer o nosso espírito, através da oração e fidelidade a Deus, de modo a não apenas dominar os nossos impulsos, mas adquirir capacidade de discernimento, usando assim a ira na defesa da verdade e condenação do mal.

“Quem se ira por qualquer coisa, mostra a sua insensatez, mas o homem prudente ignora a afronta.” – Provérbios 12:16